De onde veio o pensamento da economia atual?
- A Jornada
- 12 de abr. de 2021
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O tratamento dos problemas econômicos iniciou-se na Grécia antiga, através das obras de importantes filósofos como Aristóteles e outros. A evolução do estudo das ideias fundamentais da economia foi significativo ao longo dos tempos, passando, entre outros, pelo mercantilismo, escola fisiocrática e escola clássicas da economia de Adam Smith.
O socialismo, a teoria da mais-valia de Karl Marx, destacada com a publicação de "O Capital" em 1867, surgiram de forma a contestar os fundamentos da escola clássica da economia. Nas últimas décadas, pode-se resumir que o pensamento econômico se desenvolveu a partir de duas grandes escolas: Keynesianismo e Monetarismo e diversas linhas de pensamento.
Keynesianismo
A obra de John Maynard Keynes constitui-se na contribuição mais importante do chamado pensamento neoclássico da economia. Os fundamentos do chamado keynesianismo são estabelecidos, em suas essência, a partir das seguintes ideias:
É atribuída maior ênfase aos instrumentos de intervenção do Estado da Economia, promovendo o planejamento e o controle da atividade econômica. Para os Keynesianos o Estado deve direcionar os mercados, abolindo a prática do equilíbrio automático da economia.
Admite a globalização e incentiva o desenvolvimento, desde que o Estado seja o condutor do mercado. O Keynesianismo promove a atuação do Estado como componente indispensável no controle da atividade e tem por objetivo levar a economia ao pleno emprego.
O pensamento de keynes aceita o capitalismo, porem propõe reformas em seu escopo visando a estabilidade da economia e o pleno emprego. Pelas suas características teóricas e praticas, o keynesianismo ficou também conhecido como "Estado do Bem-Estar Social"
O Intervencionismo de Keynes foi especialmente importante em diversos momentos da história econômica mundial, principalmente no período da crise mundial de 1929/1930, e na reconstrução da economia mundial após a Segunda Guerra. As ideias de Keynes permanecem até os dias atuais na economia, influenciando os modelos macroeconômicos e os debates de intervenção do Estado.
Ideias básicas do Keynesianismo:
Muitas vezes conhecido por "Desenvolvimentista" ou Intervencionista"
Fundamento: o Estado é o principal condutor da atividade econônimca
O Estado deve direcionar os mercados, cabendo a responsabilidade de elevar os meios de produção e a remuneração dos fatores de produção
Tem por meta o crescimento econômico com estabilidade de preços e o pleno emprego. Aceita, muitas vezes, pagar o ônus de uma pequena inflação para atingir o pleno emprego
Prefere "terceirizar" em lugar de "privatizar"
Admite preocupação em transferir rendas a setores mais carentes da sociedade, como idosos, aposentados, desempregados, pobres etc.
Escola de Chicago
A denominada "Escola de Chicago" defende fortemente as forças livres de mercado. Essa linha de pensamento econômico baseia-se no liberalismo econômico, sendo um contraponto ao Keynesianismo. Defende a teoria monetarista, adota uma rejeição completa à regulamentação da economia, e promove o laissez-faire em seu sentido amplo. A metodologia da "Escola de Chicago" Atribui grande ênfase ao uso da análise estatística na economia, enfatizando um estudo empírico baseado em dados quantitativos.
A Escola defende os fundamentos do livre mercado para promover o desenvolvimento econômico e como receita para os países em dificuldades. A influência da "Escola de Chicago" sobre os países em desenvolvimento foi marcante nas décadas de 80 e 90, culminando com o processo de privatização de empresas estatais.
Esta escola de pensamento econômico foi difundida por professores e economistas da Universidade de Chicago nos EUA na década de 50. As suas ideias básicas nortearam os rumos da economia do Chile durante a década de 70, no regime de Augusto Pinochet, sendo adotadas também por Margaret Tatcher na Inglaterra e Ronald Reagan nos EUA durante a década de 80.
A teoria econômica de Chicago exerceu influências ainda nas políticas de organismos financeiros internacionais, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional:
Ideias básicas da Escola de Chicago:
Representa uma corrente de pensamento econômico mais conservador que defende fortemente o livre mercado, a competitividade dos agentes e a não intervenção do Estado.
Atribui grande importância ao controle da oferta monetária na economia.
Ideias estão associadas ao liberalismo econômico e propõe o laissez - faire quase que absoluto.
Procura explicar a economia pela análise estatística de dados
O controle da inflação pode ser exercido basicamente pela oferta da moeda.

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