O QUE OS FUNDO DE INVESTIMENTOS NÃO TE CONTAM! 😳
- A Jornada
- 7 de abr. de 2021
- 6 min de leitura
Algumas pessoas já ouviram falar sobre fundos de investimentos, mas, ainda não sabem muito bem como eles funcionam.
Esse tipo de investimento é composto por grupos de investidores que destinam aplicação coletiva em alguma carteira de títulos e valores mobiliários.
Por ser um tipo de investimento coletivo eles trazem vantagens, principalmente para o pequeno investidor que geralmente não tem muito dinheiro disponível para fazer investimentos.
Por isso ele traz comodidade de administrar seus recursos monetários de maneira profissional, sem necessidade de os participantes dominarem técnicas de análise mais sofisticadas e manter grande fluxo de informações relativas ao mercado de capitais.

Ao operarem com alto volume de recursos provenientes de diversos investidores, os fundos podem ainda obter, em conjunto condições mais favoráveis de negociação do que se cada cotista fosse atuar isoladamente no mercado.
Eles são regidos por um regulamento disponível a todos os participantes junto com um documento chamado Prospecto (escrever: Prospecto é o documento que apresenta de forma destacada as principais informações relevantes para o investidor contidas no regulamento) no momento de seu ingresso, quando são estabelecidas todas as regras básicas de seu funcionamento e outras informações relevantes, como:
Tipos de ativos que estão nas carteiras
Limites máximos e mínimos de cada um dos ativos
Risco
Taxas administrativas
Indica as estratégias usadas para alcançar os objetivos do fundo
As principais decisões que envolvem o patrimônio dos fundos de investimento são tomadas em Assembleia Geral de cotistas, ela tem um papel extremamente importante no Fundo de investimentos, já que é a única que pode deliberar sobre certos temas, como:
As demonstrações financeiras apresentadas pelo administrador do Fundo.
A política de investimento do Gestor
A substituição do Adm, do Gestor ou do custodiante
Aumento das taxas de administração, performance
Alteração do estatuto.

Mas, não é qualquer pessoa que pode convocar a assembleia de cotistas do Fundo. Os legitimados são O Administrador, Gestor ou cotistas que representem, pelo menos 30% do total de cotas do fundo. Quando quiserem convocar assembleia, o Gestor e os cotistas precisam enviar sua solicitação ao Administrador, falando sobre o que querem tratar na reunião e justificando suas exigências. Depois de receber essa solicitação o Administrador tem até oito dias úteis para atendê-las dando início aos procedimentos, o funcionamento e regulamento dos fundos dependem de prévia aprovação da CVM (Escrever:), que supervisiona também todo o seu funcionamento.
Só para lembrar tanto o Administrador como o Gestor da carteira devem estar credenciados na CVM para exercerem suas funções.
Os fundos cobram de cada um dos participantes encargos. A taxa de administração é cobrada pela instituição financeira a título de remuneração dos serviços prestados de administração do fundo e de gestão da carteira. O percentual dessa taxa é fixado pela própria administradora do fundo e previsto em seu regulamento, sendo cobrada sobre o valor total da aplicação de cada cotista, independente do resultado.
A taxa de performance é cobrada com base no desempenho apresentado pela carteira do fundo em relação a um índice de mercado. Por exemplo, se a taxa de performance estabelecida for de 20% sobre o Ibovespa, significa que será cobrado este percentual sobre o rendimento que exceder ao índice no período. Outras taxas previstas para serem cobradas são as taxas de entrada e de saída, conforme definidas por cada fundo.
Cada cotista detém determinada quantidade de cotas, que corresponde, a uma fração ideal de seu patrimônio e é determinada pela relação existente entre o capital do patrimônio do fundo.
Por exemplo se você tem 10 cotas de R$500,00 e o patrimônio total do fundo é de R$ 250 milhões você terá uma participação de 0,20%.
Existem duas estratégias de investimento conhecidas como a Administração ativa e a Administração Passiva.
A Administração Ativa de um fundo envolve a compra e venda de ativos como o objetivo de apurar retorno acima de um índice fixado como referência para a gestão da carteira.
A aposta de um fundo de administração ativa é que o seu desempenho, medido pela relação risco-retorno, irá superar o do mercado, oferecendo uma expectativa de maiores rendimentos para os investidores.
A Administração Passiva é uma estratégia de investimento em que o administrador do fundo investe em ativos visando reproduzir a carteira do índice previamente definido. O retorno do fundo nessa estratégia deve aproximar-se do retorno do indicador escolhido.
Basicamente a diferença entre elas é que na administração ativa não há uma réplica da carteira do índice escolhido, sendo este retorno entendido apenas como referencial a ser atingido e, de preferência, superado pelo fundo. As principais carteiras usadas no Brasil para referenciar uma administração passiva são o Ibovespa, IBX e o CDI

Pela sua maior simplicidade na gestão e menor risco envolvido, os fundos referenciados costumam apresentar custos menores, como taxa de performance e custo administrativo.
A rentabilidade de um fundo depende da estratégia adotada. Os fundos mais agressivos, resultados de uma administração ativa, produzem retornos maiores e também riscos mais elevados.
Fundos conservadores seguem um padrão de referência, oferendo retornos e riscos menores aos investidores.
Há uma relação direta entre o risco e retorno nas aplicações em fundos. Quanto maior a possibilidade de retornos, maior será o risco assumido pelo aplicador.
Fundos que oferecem maior segurança a seus participantes costumam apresentar retorno mais reduzido. A decisão da relação risco-retorno mais apropriada é uma decisão do investidor, determinada por sua aversão ao risco.
Os principais tipos de riscos presentes no fundo de investimento são o risco de crédito, o risco de mercado, o risco de liquidez e o risco sistêmico.
Risco de crédito: está associado à possibilidade de um título integrante da carteira de investimento do fundo não ser pago pela instituição ou liquidado com atraso. Nesse caso, a rentabilidade da carteira reduz-se pela perda de valor sofrida pelo título.
Risco de mercado: vincula-se à possibilidade de variação no valor dos títulos da carteira de investimentos do fundo, sendo determinada por variáveis de mercado como inflação, taxas de juros da economia, variação cambial entre outras coisas que compõem o mercado.
Risco de liquidez: reflete as dificuldades que podem ser encontradas para a venda de títulos da carteira de investimentos, explicadas por baixa liquidez de recursos no mercado ou falta de atratividade na compra dos ativos.
Risco sistêmico: é determinado pelo comportamento, tanto nacional como internacional, que atua sobre as taxas de juros do mercado, câmbio e preços em geral.
Vantagens e características dos fundos de investimentos.
Uma vantagem bastante destacada de um fundo é a gestão profissional especializada que possui, muitas vezes, as pessoas não têm os conhecimentos técnicos necessários para tomar as decisões de investimento, ou mesmo disponibilidade de tempo para acompanhar o mercado, então os cotistas transferem a administração do fundo para profissionais com qualificação técnica e experiência necessária para a sua gestão.
O risco de um fundo de investimento é definido pelo seu objetivo a ser alcançado, o qual deve ser de conhecimento de todos os participantes.
A aplicação é um processo simples, bastando adquirir cotas de acordo com os recursos disponíveis, e assim como as ações as cotas sofrem variações em seus valores diariamente, seguindo os preços dos ativos que fazem parte da carteira de investimento do fundo e das entradas e saídas de cotistas.
Escrever: Diferente dos investimentos em renda fixa, os fundos de investimentos não são cobertos pelo FGC, em caso de insolvência da instituição financeira.
As principais vantagens de um fundo são:
Acesso a Diferentes Mercados: Pelo alto volume de recursos para investimentos e gestão profissional, os fundos de investimentos se habilitam a operar em qualquer tipo de mercado. Um investidor individual, com menor poder de negociação e especialização, pode ter limitações em atuar em alguns segmentos financeiros do mercado.
Liquidez: você pode sacar seus recursos a qualquer momento, obtendo uma liquidez diária em suas aplicações.
Diversificação: Os fundos conseguem promover a diversificação de suas carteiras, mesclando de forma eficiente os ativos financeiros de forma a maximizar o seu retorno dado um certo nível de risco, ou minimizar o risco para um retorno esperado.
COTAS DE FUNDOS DE INVESTIMENTO
Um fundo de investimento é, na verdade, dividido em participações, conhecidas por cotas, que os investidores mantêm sobre o patrimônio aplicado. Todo valor aplicado corresponde a uma certa quantidade de cotas. Por exemplo, se um fundo é formado por 10 mil contas de R$ 10 cada uma, seu patrimônio atinge R$ 100 mil um cotista tem 2500 contas ele terá direito a 25% do patrimônio do fundo.
Tipos de fundos
Existem muitos tipos de fundos de investimento, mas, os dois maiores são os de renda fixa e renda variável
Os fundos de renda fixa são constituídos por investimentos de renda fixa como Tesouro Direto e CDB’s. Esses fundos podem ser referenciados, não referenciados ou genéricos.
Os fundos referenciados procuram replicar o desempenho de um indicador de referência como CDI, Ibovespa ou Selic.
Já os não referenciados não precisam reproduzir o desempenho de um índice específico, e podem ser constituídos por papeis de renda fixa prefixada ou pós fixados.
Os fundos genéricos são mais agressivos que os referenciados e não referenciados, em razão de sua maior liberdade de selecionar os ativos para investimentos. Como exemplos, têm-se os Fundos de Derivativos, que aplicam em renda fixa, mercados futuros, opções e swaps.

Os fundos de investimento de renda variável (fundo de Ações) mesclam em sua carteira ações e outros ativos, inclusive derivativos. São mais agressivos, apresentando maior risco e rentabilidade esperada. Podem ser agrupados em três categorias: fundos passivos, fundos ativos e fundos setoriais.
Os fundos passivos de renda variável objetivam, conforme comentado na descrição da administração passiva de um fundo, replicar retorno de uma carteira previamente selecionada, como Ibovespa.
Os fundos de ativos visam apurar um retorno maior ao de uma referência de mercado adotando, em consequência uma estratégia de investimento agressiva.
Os fundos setoriais privilegiam investimentos em ações de companhias de um setor específico, como bancos, siderúrgicas, energia elétrica, comunicações etc.
Viu, existem vários tipos de fundos, diferente do que muitas pessoas acreditam, e com essa variedade você pode decidir qual delas faz mais sentido para você.

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