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OS NOVOS COMPORTAMENTOS DE COMPRA QUE VIERAM PARA FICAR.

Atualizado: 31 de mar. de 2021

A pandemia forçou vários negócios a repensarem seus planejamentos para as datas mais importantes do calendário. Ainda assim, a experiência de um ano tão dinâmico como 2020 tem ensinado a olhar para o presente em busca de respostas eficazes.

Nesse cenário, uma pesquisa do Google mostrou que 37% das pessoas compraram presente no Dia das Mães no auge das incertezas da pandemia. Dados como esse revelam que a aposta na sazonalidade continua sendo um trunfo para impulsionar os negócios, ainda mais sabendo se utilizar de ferramentas do Marketing digital.


Saltamos 10 anos em digitalização, em questão de meses. (o digital como entretenimento)

Algo que se tornou normal para nós foi as lives por exemplo, as buscas por aplicativos de Streaming de conteúdo aumentaram 94% já na segunda semana de quarentena. As lives passaram a fazer parte da lógica do entretenimento digital, com mais 60% de aumento das buscas desde a primeira live.


O Digital como Banco: A maneira como usamos o dinheiro também mudou por conta do auxílio emergencial 42 milhões de brasileiros abriram contas digitais em 50 dias. A caixa teve 104 milhões de downloads neste período. Logo de cara podemos ver uma mudança gigantesca no comportamento do consumidor brasileiro, e para explicar melhor esse fenômeno vamos falar um pouco da teoria da Destruição Criativa e lidar com a pandemia como um obstáculo a ser superado e que nos faz enxergar novas possibilidades.

O nosso "Novo Normal" ou pós pandemia passará por 4 canais – 3 forças negativas e 1 positiva.


  1. Hard Stop na Educação: todas instituições de ensino pararam de vez e isso faz com que várias pessoas tenham uma interrupção brusca no desenvolvimento cognitivo, o que causará impactos na nossa reconstrução econômica.

  2. Redução de Investimentos em infraestrutura: todos os recursos estão sendo usados para auxiliar as pessoas que estão sem algum tipo de renda a passarem por esse grande período de incerteza.

  3. Impactos nas importações e nas cadeias de suprimento no mundo

E como força positiva destacamos a

  1. Destruição do velho e criação do novo: ou seja, abandonamos tudo aquilo que não nos serve mais, e começamos a focar naquilo que funciona e atende os novos desejos. Mas, quais são os novos comportamentos que surgiram nesse ano que devemos explorar?

A história nos mostrou que o comportamento do consumidor muda no decorrer do tempo, principalmente quando passamos por momentos de turbulência em nossas vidas e geralmente existem 3 tipos de consumo em momentos pós traumáticos.

  1. O consumo de subsistência: esse consumo nasce a partir de uma população muito mais empobrecida sendo assim o consumo é mais escasso, pois, o seu foco é sobreviver.

  2. Consumo de celebração: a compra como expressão de prazer e premiação pessoal, que pode ir de excesso e para o luxo, celebrando assim a vitória após o momento de trauma.

  3. Consumo de reflexão: esse é o contrário do consumo de celebração, porque as pessoas passam por uma grande reflexão durante o momento de crise, o que faz com que elas pensem muito sobre o que antes acreditavam ser útil e o que seria inútil, consegue olhar ao seu redor, se preocupa com os impactos que suas escolhas podem causar na economia, como consumir produtos de pequenas empresas, ou produtos que geram riquezas nacional entre outras coisas.

Nesses últimos meses as buscas por receitas na internet aumentaram mais de 15% em comparação com o mesmo período de 2019 e as buscas por bebidas alcoólicas aumentaram 33%.

Se havia uma dúvida de que ficaríamos mais reflexivos quanto a nós, não é exatamente isso que aconteceu, como podemos ver pelas buscas em relação a previdência privada ou seguros de vida que tiveram uma queda de 36% desde o início da pandemia. Isso nos mostra que as pessoas estão se preparando menos para o futuro e pensando muito mais no momento. E é aquela velha história primeiro vem a festa e depois a ressaca, ou seja, as pessoas estão gastando muito agora e deixando as preocupações para depois.


O que nos leva a observar dois paradigmas:


Polo empobrecido: Aumento do desemprego formal, e ausência de trabalhos dos autônomos, alto impacto em renda. A Classe média faz parte desse polo e há o impacto na perda de 50% do poder aquisitivo. Mas, a racionalização das compras e a necessidade de downgrade para diversos brasileiros podem ser forças positivas para muitos negócios.

Polo enriquecido: Aumento do poder de compra proporcional e tem uma tendência ao aumento do ticket médio o que leva a uma grande propensão a Upgrades e produtos de desejo.


Um exemplo disso são as empresas que vendem dispositivos móveis, como celulares, tablets e Tvs, houve um aumento em mais de 34% nas buscas por telas durante essa pandemia.


E o cenário mudou bastante, a maneira como estávamos acostumados a viver não é mais a mesmo, o jeito que estávamos acostumados a trabalhar, morar, se relacionar e consumir mudaram assim como nossos interesses e o nossos medos.

22% dos moradores de grandes cidades brasileiras acreditam que vão passar a trabalhar mais frequentemente de casa depois no pós Covid.



E isso impacta vários negócios, por exemplo, restaurantes que ficam aos arredores de escritórios, claro que existe a possibilidade do delivery, porque mesmo que a pessoa esteja trabalhando de casa, não são todas que tem tempo para cozinhar.

30% dos moradores de grandes cidades brasileiras pretendem migrar para o interior. Porque neste contexto, o significado da casa muda, como o que se pode pagar por ela de um lado e do outro muda o que ela deve comportar no cotidiano.


40% das pessoas estão passando por um processo de separação que teve início durante a quarentena. Essa situação pode mudar muitos negócios, pois, o divórcio serve como gatilho para a contratação de serviços ou aquisição de bens... pensa só, quando você termina um relacionamento, o que você deseja é se curar daquele sentimento ruim, então isso faz com que as pessoas consumam mais para tentar se livrar desse sentimento.


A nossa forma de gastar dinheiro passa por uma digitalização, como eu falei nesse vídeo, algumas pessoas começaram a comprar online nesse ano pela primeira vez. E antes de entrar nesse ponto, eu tenho que explicar um pouco como é que funciono o nosso cérebro nesse cenário.

Nosso cérebro sente de maneira diferente o impacto dos gastos por duas variáveis: a forma de pagamento e quantia usada, pois, quando compramos algo com o dinheiro físico nosso cérebro rapidamente percebe que perdemos algo, porque damos uma nota a alguém e essa nota não vai mais voltar para nós, e quando isso acontece ficamos mais alerta a quantidade de dinheiro que ainda nos resta na carteira, então é mais fácil controlar.

Quando passamos a gastar através do dinheiro digital, como no cartão de crédito essa percepção de gasto diminui drasticamente, porque o nosso cérebro não registra da mesma maneira a diminuição do dinheiro já que quando entregamos o cartão o recebemos de volta.



CONCLUSÃO


Se tem uma coisa que aprendemos com a pandemia do covid-19 é que nada é certo e estável, um segundo tudo pode mudar, sendo assim devemos tentar nos ficar prontos para lidar com as diversas situações que o futuro nos aguarda.




1 comentário


Momentos em Doce
Momentos em Doce
26 de mar. de 2021

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