Barsi defende tributar venda de ações
- A Jornada
- 7 de jul. de 2021
- 2 min de leitura
Na última semana o mercado foi pego pela nova proposta de tributação de dividendos, cuja qual deixou um sabor horrível para o veterano investidor Luiz Barsi, as informações são do Valor Econômico.

Com mais de cinco décadas de experiência na bolsa de valores, o economista — que atualmente é o presidente o Conselho Regional de Economia em São Paulo (Corecon-SP) — fez justamente dos proventos distribuídos pelas companhias um dos pilares de sua famosa estratégia conhecida no mercado como “carteira previdenciária”, que lhe ajudou a amealhar um patrimônio bilionário ao longo dos anos.
Barsi diz que o governo tem opções para melhorar a arrecadação antes de começar a taxar os dividendos. O economista conta ter elaborado uma proposta que tentou levar a diversos órgãos sem sucesso.
A proposta do presidente do Corecon-SP tem como objetivo apurar o lucro na negociação de ações por investidores individuais ocorra apenas anualmente para simplificar o cálculo e atrair mais pessoas físicas para a base da bolsa (pela proposta do governo, a apuração passaria a ser trimestral). De acordo com o economista, a principal mudança, com potencial de arrecadar mais do que a taxação de dividendos, seria uma equalização de condições de recolhimento entre pessoas físicas e fundos de investimento na tributação de compra e venda de ações. Na visão de Barsi, os fundos também deveriam pagar 15% de imposto mensalmente no ganho de capital com renda variável.
Nas regras atuais, os portfólios de gestoras podem negociar ações livremente e a apuração do imposto, na alíquota de 15%, ocorre quando há ganho de capital na negociação de cotas - ou seja, na hora do resgate da aplicação do fundo, que pode ocorrer anos depois. O megainvestidor defende ainda uma terceira mudança, mas com um perfil mais radical: uma tributação, à alíquota de 10%, de todas as vendas de ações com apuração diária. “A bolsa hoje privilegia negócios de curtíssimo prazo e esse capital especulativo não traz nada de bom para o mercado”, afirma. Nos cálculos de Barsi, essa cobrança traria mais de R$ 2 bilhões por dia de arrecadação. O economista acredita que, embora pudesse ter um impacto negativo sobre o fluxo de recursos para a renda variável no curto prazo, ao longo do tempo, o mercado se ajustaria.

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