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Como a tomada do poder no Afeganistão pelo talibã afeta os mercados?

Atualizado: 25 de ago. de 2021


Você sabe como a tomada do poder no Afeganistão pelo talibã afeta os mercados, a economia global e o seu bolso?



Para você entender o que aconteceu com o Afeganistão e qual é a sua importância, vamos voltar um pouco no tempo lá em 1989 um pouco antes do surgimento do Talibã.


Ao longo do século XX o Afeganistão tinha uma boa relação com os governos soviéticos, principalmente na década de 1950, época em que o Afeganistão recebia auxílio humanitário dos soviéticos, mas, tudo começou a azedar a partir da década de 1970.



Entre 1979 e 1989 ocorreu a Guerra Afegã – Soviética que foi iniciada por conta de um golpe de estado no governo Afegão, Hafizullah Amin assumiu a presidência do país em 1970, mas, o seu governo não agradava os interesses da união soviética.


As principais razões dos soviéticos não gostarem do governo de Amin era a possibilidade de aproximação entre o Afeganistão e os Estados Unidos, e o surgimento de pequenos grupos rebeldes na região chamados de mujahidin. Então no dia 24 de dezembro de 1979 a União soviética invadiu o Afeganistão.



E advinha que foi ajudar o Afeganistão, exatamente os Estados unidos ofereceu treinamento militar, dinheiro e armas para o povo afegão lutar contra os soviéticos. Entre esses caras que receberam treinamento estavam Mohammed Omar, Akhtar Mansour e Hibatullah Akhundzada.


E em 1994 depois desse conflito que deixou aproximadamente 1 milhão de mortos no país, esses três caras fundaram um grupo de estudos chamado de Talibã, com o objetivo de criar uma organização que militasse pelo endurecimento das leis no Afeganistão segundo uma interpretação extremista da Sharia, código de conduta islâmico.



Com amplo apelo em escolas religiosas do Afeganistão e do Paquistão, em 1995 o Talibã já tinha cerca de 15 mil membros. Se o país voltasse a seguir as leis antigas, na visão deles isso ajudaria o povo a prosperar.


Agora vamos para o mercado, como isso afeta os seus investimentos.


No início do pregão dessa segunda-feira, dia 16 o S&P 500 (five Hundred) índice da bolsa americana, começou caindo 0,63% e o nosso Ibovespa caia 1,26%. Mesmo com a ligação do Afeganistão com os outros países sendo pequenas já que no país não tem muitas empresas globais.



Mas, o principal medo do mercado é que o país volte a se tornar palco de ataques terroristas, criando tensões no oriente médio e aumentando a volatilidade nos mercados.

Advinha quem sofre mais pressão com esse acontecimento, claro, a maior potência do mundo, porque a retomada do Talibã, mostra como o governo americano falhou em tentar levar a paz para o país nesses últimos 20 anos.


E isso nos leva a outro ponto que já havia sido discutido no mercado nos últimos anos, será que esse evento fará com que a China assume o lugar dos EUA e se torne uma superpotência Global?



No curto prazo, a crise pode gerar risco de alta para os preços do petróleo, por conta crescimento das tensões e elevação do risco de um conflito na região.


Da mesma forma, os investidores procurarão um ativo mais valioso, o ouro, que geralmente se beneficia em momentos de incertezas.


Só uma observação, o comportamento padrão do mercado é que os investidores procurem um ativo mais valioso e seguro disponível, que normalmente é o ouro, mas, e as criptomoedas? É provável que elas também se valorizem nesse momento de tensão entre os países.



Claro que elas não são mais seguras ou estáveis do que o ouro, já que elas possuem uma alta volatilidade, mas, se analisarmos o comportamento do mercado nos últimos 16 meses, percebemos que as pessoas se desesperam com medo de perder dinheiro e começam a se desfazer de seus ativos para diminuir a perda.


Já no médio prazo, o que pode acontecer é que os ativos americanos sofram uma desvalorização, enquanto os chineses se valorizam.



Quando eu falo ativos americanos eu me refiro as empresas, o dólar e os títulos públicos do país, sem contar que países que possuem reservas de petróleos vão ver seus ativos se valorizando, uma vez que o preço do petróleo vai aumentar. (preço do petróleo)

(em algumas regiões do Brasil a gasolina está R$ 7,00)


Sempre que algo acontece em outros países, também repercute no Brasil, já que vivemos em um mundo globalizado, onde importamos e exportamos produtos.



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