De maionese a Hambúrguer derivados de planta: NotCo capta US$ 235 milhões e se torna um unicórnio!
- A Jornada
- 26 de jul. de 2021
- 2 min de leitura
Com esse aporte a empresa pretende expandir sua operação para o Canadá e México. O core (foco) da NotCo é produzir produtos que pareçam com os tradicionais

A foodtech chilena Not Company, se torna o mais novo unicórnio do mercado depois de receber um aporte de US$ 235 milhões, fazendo com que o seu valor de mercado chegue a US$ 1,5 bilhão. Conseguindo o seu lugar entre as startups que valem mais de U$ 1 bilhão.
Os unicórnios são startups com avaliação de mercado de ao menos US$ 1 bilhão. No caso da startup chilena, a avaliação ficou entre US$ 1,4 bilhão e US$ 1,5 bilhão.
Com esse aporte a empresa pretende expandir sua operação para o Canadá e México. O core (foco) da NotCo é produzir produtos que pareçam com os tradicionais (derivados de animais), mas, que não precisem usar animais na sua produção, ou seja, tudo será derivado de plantas. Como a maioneses sem ovos, o sorvete sem leite, o leite que não é de vaca e nem de soja, e a carne que não é de vaca. Todos os itens são feitos com base em inteligência artificial (IA) e no uso de algoritmos.
Para fazer isso, os cientistas da empresa desenvolveram as receitas com base no aprendizado de máquina (learning machine), que faz toda uma análise de como criar réplicas de alimentos de origem animal, mas somente com ingredientes vegetais – e tudo com o mesmo sabor e textura dos originais.
Um outro aspecto interessante sobre a NotCo é o fato de que toda a produção é feita de maneira descentralizada, ou seja, é feita por parceiros. O produto é feito com o auxilio da IA Giuseppe, criada pela própria companhia, na qual é possível mapear grande parte das plantas comestíveis que existem na terra.
Mas, qual é o potencial e a concorrência desse mercado?
Já que a empresa mira o Brasil como principal mercado, será um pouco difícil para mudar a forma como consumimos, porque somos um dos cinco maiores produtores de carne do mundo, como China, Estados Unidos, União Europeia e Rússia. Porém, o potencial de crescimento também é enorme, porque também somos um dos países que mais consome comida saudável, de acordo com o The Good Food Institute.
Uma pesquisa realizada pelo The Good Food Institute em maio de 2020, quando a pandemia de Covid-19 ainda estava começando, mostrou que 49% dos brasileiros reduziu seu consumo de carne nos 12 meses anteriores, ante 29% no estudo anterior do GFI (2018). Boa parte da substituição feita por esses consumidores, chamados de flexitarianos, é feita com vegetais comuns (47%), mas as carnes vegetais têm participação relevante (12%).

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