HOTMART: A EMPRESA QUE SALVOU VIDAS
- A Jornada
- 22 de jun. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 23 de jun. de 2021
O desenhista Ivan Querino estava quebrado. O sonho de ter uma pequena escola de desenho não se sustentou em Santo André – muito poucos alunos, dívidas no banco e com os parentes. Enquanto, lidava com a falência e os olhares de reprovação daqueles que diziam ser uma ideia idiota, não sabia se teria grana para comprar o berço da filha que estava prestes a nascer.

Através do Skype, ele ainda mantinha menos de dez alunos que o pagavam quando dava. Essa história só começou a mudar no chá de bebê de sua filha, em 2012, quando um amigo falou sobre uma plataforma chamada de Hotmart, uma pequena empresa desconhecida até então.
Querino se cadastrou na plataforma de conteúdo e começou a oferecer cursos para quem não sabe desenhar ou quer tentar a sorte profissionalmente.
De lá para cá, o ilustrador fez fama no mundo do desenho de saiu de 8 alunos para 3 mil assinantes para seus cursos e livros “Passamos de 12 mil alunos e vendemos de 50 e 60 e-books por dia. É gigante e até assustador. Minha sala de aula hoje é um estúdio”, conta o criador de conteúdo.
Essa é só uma das milhares de histórias que mostram porque João Pedro Resende e Mateus Bicalho, cientistas da computação fundaram a Hotmart em 2011, estão mais próximos da Nasdaq para o IPO de um unicórnio que nasceu brasileiro, mas se tornou efetivamente global, com sede em Amsterdã e escritórios espalhados em oito países.
Desde que foi criada, a Hotmart fez duas rodadas.
Na série A, recebeu um investimento da Koolen & Partners, firma de venture capital do fundador do Booking, Kees Koolen. Em 2019, a startup também recebeu um aporte de General Atlantic e GIC, o fundador soberano de Cingapura. O dinheiro foi usado para comprar a americana Teachable, plataforma que oferece um serviço de assinatura aos criadores de conteúdo para gerir aulas online.

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