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Por que as bolsas mundiais derreteram com a Crise na Evergrande?

Conglomerado asiático de construção civil tem uma “dividazinha” de R$ 1.5 trilhão, e dá indícios que pode dar calote (devo não nego, pago quando puder) o que compromete o mercado de commodities, bancos e todo o financiamento da economia chinesa.


Nesta segunda-feira (20) o mercado financeiro global teve início com um derretimento a nível recorde com notícias preocupantes do grupo de construção chinês Evergrande, levantando preocupações com um possível alerta de deterioração na china e no mundo.



Depois de ter revelado dívidas de mais de US$ 300 bilhões o mundo entrou em alerta, mas, por que isso acontece? Bom, é simples como vivemos em um mundo globalizado, várias países são parceiro comerciais da China, inclusive o Brasil, então nesse primeiro momento ficam evidentes alguns problemas como:

  • A maior parte dos enormes empréstimos tomados pela Evergrande saiu de bancos e instituições financeiras chinesas. Um calote generalizado no setor pode causar insolvência de todo o sistema chinês de financiamento;

  • Um prejuízo ao financiamento de empresas chinesas pode causar paralisação de atividade em todo o mundo, mais grave ainda nos principais parceiros comerciais do país;

  • A construção civil é um dos motores de emprego e de retomada da economia chinesa após a pandemia do coronavírus no último ano e meio;

  • O setor é um dos principais consumidores de commodities, como minério de ferro, cobre, entre outros materiais. Um baque nas cotações internacionais pode impactar países emergentes e exportadores desses produtos, inclusive o Brasil.



Quais as consequências para o Brasil?


A China é a principal parceira comercial do Brasil, principalmente em exportação de commodities, durante os 18 meses de pandemia a balança comercial brasileira teve um superávit (exportação maior que importação) de US$ 50,9 bilhões.



Segundo a FGV, o superávit comercial do Brasil com a China equivale a 70,4% do saldo do país de janeiro a maio deste ano.


Nesta tarde, o resultado se mostrava na cotação das principais empresas exportadoras com ações listadas na bolsa de valores de São Paulo, a B3. Às 15h, a Vale acumulava queda de 5%. A Petrobras, de 3%. Braskem caía 9%.



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