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Privatização: Governo decide privatizar 100% dos Correios e criar uma "nova" ANATEL

Depois de obter êxito ao aprovar a privatização da Eletrobras, o governo espera que a votação do projeto de lei para a privatização dos correios aconteça o mais rápido possível. A ideia é fazer isso na próxima semana entre 12 e 15 de julho, antes do recesso parlamentar.


O governo federal decidiu privatizar os correios e se desfazer de 100% da estatal. A informação veio do secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, em entrevista ao jornal O Globo.



De acordo com ele, o objetivo é vender todo o controle da empresa, num único leilão tradicional, “com abertura de envelopes”. O comprador levará ativos e passivos da companhia.


Depois de obter êxito ao aprovar a privatização da Eletrobras, o governo espera que a votação do projeto de lei para a privatização dos correios aconteça o mais rápido possível. A ideia é fazer isso na próxima semana entre 12 e 15 de julho, antes do recesso parlamentar.



A proposta cria a Anacom (Agência Nacional de Comunicações), que deverá substituir a atual Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). A nova agência irá regular os serviços do Sistema Nacional de Serviços Postais


"A empresa vai pegar o Brasil inteiro. A gente chegou a avaliar fatiar por região, mas entendemos que para garantir a universalização é preciso ter o subsídio cruzado dentro da própria empresa", disse Mac Cord ao jornal


Ainda não há valor previsto para a privatização e, segundo o secretário, a intenção é publicar o edital ainda neste ano, provavelmente no mês de dezembro



"Por isso é tão importante votar na Câmara antes do recesso. Se não, o cronograma começa a ficar comprometido. O projeto precisa estar resolvido até agosto. Publicamos o edital em dezembro para que a licitação ocorra em março", argumentou


Na avaliação do secretário, "os Correios precisam ser privatizados, sob pena de desastre no Orçamento". Ele cita dados de um estudo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que afirma, entre outras, que a empresa não tem tecnologia, tem baixa produtividade e que o faturamento no ano passado caiu 6% em relação a 2019



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