SERÁ QUE AS CRIPTOMOEDAS SERÃO O FUTURO DO SISTEMA FINANCEIRO OU APENAS UMA MODA PASSAGEIRA?
- A Jornada
- 3 de abr. de 2021
- 2 min de leitura
Com a grande valorização das criptomoedas nos últimos 16 meses, muitos investidores começaram a olhar para eles com bons olhos, sendo usados como uma forma de diversificação.
Segundo a plataforma de pagamentos Crypto.com, 106 milhões de novos usuários entraram no ecossistema em janeiro deste ano, um salto de 15,7% em relação a dezembro de 2020.
Esse movimento também é acompanhado por grandes empresas, como a Tesla e o Paypal, que passaram a investir em bitcoins. O sucesso dos ativos digitais vêm se refletindo em grandes números desde o ano passado. No último dia 13 de março, por exemplo, o bitcoin renovou o recorde histórico, com cotação de U$ 60 mil (R$ 343,2 mil).
Em todo o ano de 2020, a valorização do bitcoin foi da escala de 300%. Em fevereiro, a principal criptomoeda do mundo ganhou o endosso de Ray Dalio, um dos nomes mais conhecidos do mercado no mercado global, que comparou o bitcoin ao ouro.
"Aqueles que o construíram e apoiaram o sonho de tornar esse novo tipo de dinheiro uma realidade, fizeram um trabalho fabuloso de sustentar esse sonho e transformar o Bitcoin (e também seus concorrentes análogos) em um ativo alternativo semelhante ao ouro" disse Ray Daliio.
O Interesse também é percebido em outras criptomoedas. A segunda de maior peso internacional, o Ether (ETH), cripto do projeto Ethereum, alcançou a cotação de US$ 1,5 mil pela primeira vez em fevereiro deste ano ultrapassando a sua máxima histórica. Ainda em 2021, a terceira maior criptomoeda, a Cardano, atingiu o valor de mercado de cerca de US$ 34 bilhões, ante US$ 5,6 bilhões, de acordo com o rastreador de dados coinmarketcap.com. No Brasil, o mercado também vem se desenvolvendo.
A Comissão de Valores Imobiliários (CVM) autorizou a gestora Hashdex a lançar no país o primeiro Exchange-Traded Fund (ETF, fundo de índice) de criptoativos do mundo. Este será o primeiro produto do tipo a ser negociado na bolsa brasileira.
Apesar de todo o sucesso, os investidores precisam lembrar que as criptomoedas são muito voláteis e se enquadram na categoria de investimentos de alto risco. Além disso, o segmento ainda não é regulamentado por parte dos bancos centrais e as operações são registrada por meio da tecnologia blockchain, que registra as quantias transferidas, os remetentes e destinatários.
"As criptomoedas foram criadas justamente para não ter nenhuma intervenção governamental. Quem quer investir em bitcoins deve procurar corretoras credenciadas pela própria CVM, pois essas possuem integridade, são fiscalizadas e realizam as aplicações em criptomoedas de forma segura", sugere o advogado e economista Alessandro Azzoni.

.png)





Comentários